segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Olhe que texto interessante!

Leia o texto " O cão do matemático: Discutindo o ensino de matemática em cursos de formação de professores", de Carlos Roberto Vianna. A seguir, confira o texto que redigi, baseado nele.






O cão do Matemático:

Discutindo o ensino de matemática em cursos de formação de professores.

Lísie Pippi Reis Strapason

Inicialmente, quando li a introdução do texto de Carlos Roberto Vianna, me ocorreu a seguinte reflexão:

Podemos começar comparando nosso aluno ao cão de caça treinado e de certa forma fabricado, ou seja, amestrado ao gosto e necessidade do seu dono. O cão é amigo do dono, sempre fiel e disponível, sai feliz com ele para a caçada, fareja onde está a presa e ajuda a encontrá-la. Podemos comparar o dono do cão ao professor e, é claro, o cão ao nosso aluno. Gostaríamos que nosso aluno estivesse sempre feliz e disposto a aprender e a participar das atividades que propomos em sala de aula. Já que nosso aluno, na maioria das vezes, não está motivado para aprender, tentamos então que ao menos ele fique amestrado, ou seja, reproduza os conteúdos automaticamente, sem sequer aprender ou que pelo menos ele mostre que aprendeu alguma coisa. Os professores gostariam que os alunos tivessem, assim como ele tem, prazer em aprender matemática e que ficassem felizes em fazê-lo, o que não é verdade, pelo menos para a maioria dos alunos. Observamos que somente alguns alunos participam dessa alegria de aprender matemática. A maioria dos alunos não tem a base matemática necessária para acompanhar e refletir sobre o assunto que o professor está trabalhando. Daí, o que pensa o professor? Que pena, o meu cão- aluno ou aluno-cão não quer sair para passear comigo? O que será que está acontecendo com ele, será que está doente?

Infelizmente, o desânimo do cão –aluno ou a possível doença dele é a matemática, que foi trabalhada com ele ou por ele muito mal desde o início da escola e agora ele não possui os pré-requisitos necessários para continuar a aprendizagem. Como pode o aluno-cão sair para passear se suas pernas doem?

Agora, vou fazer uma reflexão a respeito do cão Charley, personagem do texto “O cão e a Sequóia”, nosso cão-aluno que urina nas árvores e arbustos para demarcar seu território. Seu dono pensou que ele teria um enorme prazer em urinar nas sequóias, porque elas eram grandes e inclusive pensou em traçar um plano para antecipar suas realizações, mas ele sequer as via. Da mesma maneira, nós professores, que pensamos ser donos dos alunos, traçamos planos para as atividades e conseqüentes aprendizagens e pensamos que eles vão aprender ou pelo menos se interessar em aprender, pelos passos que estamos traçando. Eles poderiam traçar seus próprios projetos de aprendizagens, ou seja, ser autodidatas, utilizando somente nossa orientação, mas na maioria das vezes eles fazem como o cão, sequer enxergam os conteúdos e sequer enxergam o professor. Estão em um mundo que nós, com nossas aulas tradicionais ou até com aulas diversificadas, não conseguimos alcançar. Talvez seja a famosa falta de base ou a falta dos pré- requisitos que faça com que o aluno só enxergue os arbustos e não consiga visualizar as árvores mais altas. Ou então, podemos atribuir a culpa às metodologias sem adequação à vida dos alunos, que nós, professores de matemática, insistimos em utilizar. Nós, professores, precisamos urgentemente ajudar o aluno-cão a enxergar as “lindas e altas sequóias” e demarcar o “território da matemática” como dele.

Fazendo uma comparação do texto do menininho com o texto do “cão e a sequóia” concluo que o menino, quando chegou à escola sabia desenhar e modelar no barro usando sua criatividade, inclusive tinha a opinião de que o trabalho que ele fazia era melhor que o da professora. Igualmente o cão, tinha escolhido os arbustos nos quais ele ia demarcar seu território e também estava feliz com isto. Não precisava que seu dono dissesse onde ele iria urinar. Nosso aluno, quando inicia os anos escolares, vem motivado para a escola, porém com o passar do tempo, perde esta motivação. Infelizmente, parece que a escola tira a criatividade do aluno e faz com que ele só reproduza aquilo que o professor faz e como ele faz. Infelizmente, o professor, por não ter aprendido de outra maneira, também acaba reproduzindo os mesmos erros ou usando a mesma metodologia que aprendeu na faculdade. Aí, gera um círculo vicioso. Cabe ao professor, procurar por novas metodologias que motive o aluno e o motive igualmente.

Leia um texto redigido por mim.

Leia este texto muito interessante " O menininho " de Helen Buckley e a seguir uma reflexão dele, feita por mim, na disciplina de metodologia do ensino de matemática, ministrada pela professora Helena Noronha Cury.

O Menininho!
Lísie Pippi Reis Strapason

Quando iniciei a leitura do texto, imediatamente me lembrei de uma situação que aconteceu com meu filho Vicenzo. Ele tinha três anos e estava matriculado na escolhinha Pé de Moleque, escola que tinha frequentado desde um ano de idade, juntamente com meu outro filho, Lorenzo. Os dois irmãos frequentaram juntos à escolhinha durante dois anos. Achei melhor colocar meu filho Lorenzo para cursar o pré- primário no Colégio Santa Teresa, para no ano seguinte fazer a 1ª série, já adaptado a escola maior. Meu filho Vicenzo deveria permanecer na escolhinha, pois só tinha três anos.
No primeiro dia de aula, o horário do Lorenzo era 13 horas e fui, juntamente com o Vicenzo, levar o irmão na escola nova. Depois, eu o levaria em sua escolhinha, cujo horário era 13 horas e trinta minutos. Para mim, dava mais trabalho, um filho em cada escola e em horários diferentes, tendo que sempre descer do carro com o mais velho e o mais novo, deixar o mais velho na escola nova e voltar ao carro e levar o mais novo em sua escolhinha. Fiz isso durante uma semana, já pensando no trabalho que eu teria durante todo o ano.
Quando chegou à segunda-feira, da segunda semana de aula, Vicenzo, meu filho mais novo me disse: Mãe, eu também quero estudar nesta escola grande. Eu disse: Como, aqui não tem aula para ti, só tens três anos! Com sua insistência fui me informar a respeito e descobri que ele poderia fazer dois anos de maternal e depois seguir na sequência da escola. Fui informada também que já havia outros alunos, que tinham irmãos mais velhos na escola com a mesma situação. Um pouco desconfiada se estava tomando a decisão certa ou não, resolvi trocá-lo para a escola grande, na qual ele e o irmão permanecem até hoje, indo e voltando juntos, Lorenzo na 4ª série e Vicenzo na 2ª série. Na época, fiquei surpresa de meu filho, somente com três anos ter tido a idéia de mudar de escola, resolvendo o problema.
O espantoso desta história é que, passado todo este tempo, um dia neste ano, quando íamos passando de carro pela velha escolhinha, meu filho Lorenzo disse: - Olha mãe, minha escolhinha. Eu adorava estudar aqui! Imediatamente, meu filho Vincenzo disse: Eu não. Nunca mais passa aqui na frente, mãe, por favor! Eu fiquei surpresa, pois ele nunca tinha dito nada a respeito, nem uma queixa, nada. Somente, quando ele viu que existia outra escola e que o irmão ia se mudar para ela, pediu para ir junto. Ficou para mim a pergunta, sem resposta. Será que naquela escolhinha aconteceu realmente algum problema com ele, ou simplesmente, Vicenzo achou a nova escola maior e mais bonita?

sábado, 12 de dezembro de 2009

Utilidades públicas











Que tal começarmos o dia sabendo da previsão do tempo e também do nosso horóscopo? Podemos não acreditar muito, mas é melhor não duvidar, não é mesmo?
À propósito, sou do signo de câncer. Será que chove hoje?
Confira aqui!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Minha primeira postagem

O objetivo deste blog é compartilhar minhas experiências de ensino e aprendizagem de matemática. Primeiramente mostrarei alguns trabalhos realizados no curso de mestrado em ensino de física e matemática da UNIFRA, na cidade de Santa Maria, RS. Posteriormente, mostrarei algumas experiências de ensino e aprendizagem de matemática no 1º ano do ensino médio, realizadas na Escola Estadual de Educação Liberato Salzano Vieira da Cunha, em Santana do Livramento, RS. Comentários que possam enriquecer estas experiências serão bem vindos. Abraços Lísie.